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A HISTÓRIA DE FELISBERTO GOMES - O ENFERMEIRO

04 DE SETEMBRO DE 2025 Felisberto Gomes se sentou à mesa, e um irmão espiritual explicou-lhe

detalhadamente todas as cláusulas, e subcláusulas de seu contrato reencarnatório.

Escolhemos apenas o gênero das provas, os detalhes são consequência da

posição em que nos encontramos no momento. O seu mentor espiritual que

sucessivamente estava ao seu lado, observou tudo o que se passou com atenção, o

amor de nosso mentor para conosco é maravilhoso. Felisberto teria uma vida

futura tranquila no quesito financeiro. Algumas das provas constantes no contrato

reencarnatório de Felisberto, era vencer o consumo de bebidas alcoólicas;

cigarros; violência física e psicológica contra a sua família; entre outras clausulas

e subcláusulas.

Em certo momento de sua vida, um de seus filhos, um menino

adolescente, o mais velho, desencarnou vítima de tuberculose. O mentor espiritual

de Felisberto, que estava ao lado da família, chorou próximo dele, de sua esposa

Marta, e de sua filha menor.

Quando Felisberto estava prestes a reencarnar, seus entes queridos e

amigos, choraram ao se despedir dele do outro lado da ponte da fraternidade,

entretanto, em seu pensamento erroneamente, ele imaginou que Jesus iria

recebê-lo pessoalmente no lado de lá da ponte, quando de sua passagem de

retorno à pátria espiritual.

Felisberto apesar de ter uma vida tranquila no quesito financeiro, após

o desencarne de seu filho adolescente, quanto mais o tempo passou, mais ele ficou

desorientado psicologicamente, moralmente e financeiramente, chegando a

atrasar os pagamentos de várias contas de consumo mensal de sua casa, pessoal

dele, de sua esposa Marta, e de sua filha caçula. O seu mentor espiritual que

continuamente estava ao seu lado, lembrou tudo o que se passou com preocupação.

Os dias foram passando e Felisberto num lampejo momentâneo, voltou

a praticar o bem, frequentou, e ajudou financeiramente o orfanato que ele

sempre costumava amparar. O seu mentor espiritual que ininterruptamente estava

ao seu lado, notou tudo o que se passava com grande alegria.

Após algum tempo o brilho momentâneo de Felisberto, logo cedeu

lugar ao cometimento dos males de outrora, violência física e psicológica, contra

a sua esposa Marta e filha menor. O seu mentor espiritual que sempre esteve ao

seu lado, observando tudo o que aconteceu, tentou tranquilizar, pacificar, e

diminuir a intensidade dos sentimentos de irritação dele, todavia, sem sucesso.

Na mesma noite em que o episódio de agressividade por parte de

Felisberto ocorreu, sua esposa Marta não aguentando mais a situação, resolveu

deixar o lar, levando em sua companhia a filha menor do casal.

Quando a esposa Marta e a filha de Felisberto saíram de casa, no

período da madrugada, com o automóvel da família, além da pouca visibilidade na

rodovia, chovia muito forte, fatos que contribuíram para o acidente com as

pessoas que estavam no veículo, e o consequente desencarne delas. Em seguida

ao desencarne, a mãe da esposa de Felisberto (sua sogra) em espírito, veio amparar

a filha, e a neta dela.

Felisberto quando soube do ocorrido com a sua esposa Marta e a filha,

ficou desolado, e chorou copiosamente. O seu mentor espiritual que estava ao lado

dele, também chorou.

Viúvo, e passado um breve tempo após o desencarne de sua esposa

Marta e a filha, Felisberto num lance de clarão, praticou o bem novamente, ele

visitou, e auxiliou o orfanato com doação de muito dinheiro. O motivo pelo qual

Felisberto ajudou o orfanato, em seu íntimo, não era tão nobre, porque ele

queria gastar todo o seu dinheiro de forma aleatória e rápida. Nem tudo na vida

é comprável, mesmo assim, a sua esposa Marta ficou feliz por causa do orfanato,

e fez-se presente em espírito, juntamente com o seu mentor espiritual que

continuamente estava ao seu lado.

O mentor espiritual de Felisberto pediu para que ele saísse de casa e

trabalhasse em favor dos necessitados, mas ele dizia sempre as mesmas palavras: - “Não quero! não quero! não quero!”.

Felisberto com o passar dos dias já não era mais o mesmo, perdeu-se

rancoroso; falava palavras vulgares e grosseiras; experimentava alto consumo de

bebidas alcoólicas; cigarros; e outros vícios, notadamente em conjunto com

velhos amigos do seu passado. Ele agia como um suicida inconsciente, que é o

oposto das virtudes. A atitude de Felisberto correspondeu com o seu desejo atual,

e livre arbítrio, de gastar todo o seu dinheiro ligeiramente e sem planejamento.

Desta vez, o seu mentor espiritual não esteve ao seu lado, porque ele não pode participar da configuração atual de vida extremamente prejudicial e

autodestrutiva por parte dele.

Pouco tempo depois, devido a vida atual escolhida e vivida por

Felisberto, e de forma já esperada, ocorreu o desencarne dele. Seus entes

queridos e amigos, felizes e sorrindo, se reencontraram com ele do outro lado da

ponte da fraternidade para abraçá-lo, e afagá-lo, porém, Felisberto não aceitou, e

mais uma vez fez valer o seu livre arbítrio, indo para o umbral, e lá ficou perdido

por oitenta e nove anos.

De tempos em tempos, os familiares e amigos de Felisberto, iam visitá

lo, conversavam com ele, faziam orações em estado de luzes, objetivando retirá

lo do umbral, e levá-lo para tratamento na enfermaria, contudo, Felisberto não

aceitava.

Posteriormente, os entes estimados e companheiros de Felisberto, que

eram pescadores e luzes no umbral, agindo com benevolência e amor ao próximo,

foram salvá-lo, convenceram-no e retiraram-no do umbral, levando-o em seguida

para tratamento nas torres da enfermaria, onde ficou vários anos para tratamento

dos órgãos, espírito e perispírito. Esclarece o espiritismo que as máculas que

fizemos no passado sejam tratadas.

Felisberto se arrependeu do consumo de bebidas, cigarros, e outros

vícios da carne; pediu perdão a sua esposa Marta; a sua filha; e ao orfanato.

Após o tratamento na enfermaria, Felisberto era um outro espírito, bem

melhor, e em momento feliz e indescritível nos campos elísios, ele passeava com

a sua família, que agora estava toda reunida nas moradas do Pai, onde o amor

sublime, e o abraço fraterno sempre prevalecerão.

Felisberto atualmente trabalha na seara de Jesus, o Cristo, como

enfermeiro, nas torres da enfermaria, ajudando outros irmãos necessitados de

tratamento e cura.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC

ESCOLHA DAS PROVAS

Pergunta nº 258: No estado errante, e antes de começar nova existência corpórea, o Espírito tem consciência e previsão das coisas que lhe vão acontecer durante a vida?

Resposta: “Ele próprio escolhe o gênero de provas que deseja sofrer e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

Pergunta nº 258-a: Não é Deus, então, que lhe impõe as tribulações da vida, como

castigo?

Resposta: “Nada acontece sem a permissão de Deus, pois foi Ele que estabeleceu todas as leis que regem o Universo. Perguntai, então, por que fez tal lei, e não outra! Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe deixa toda a responsabilidade de seus atos e de suas consequências. Nada entrava o seu futuro; o caminho do bem, como o do mal, lhe estão abertos. Se vier a sucumbir, resta-lhe o consolo de que nem tudo se acabou para ele e que Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar o que foi malfeito. Além disso, é preciso distinguir o que é obra da vontade de Deus do que é obra da vontade do homem.

Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o criou, e sim Deus; tivestes, porém, o

desejo de vos expordes a ele, porque nele vistes um meio de progredirdes, e Deus o

permitiu.”

Pergunta nº 259: Se o Espírito pode escolher o gênero de provas que deve sofrer, seguir se-á que todas as tribulações que experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por nós?

Resposta: “Todas não é bem o termo, porque não escolhestes nem previstes tudo o que vos sucede no mundo, até as menores coisas. Escolhestes apenas o gênero das provações; os detalhes são consequência da posição em que vos achais e, muitas vezes, das vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, sabia a que arrastamentos se expunha, mas ignorava quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Ao escolher tal caminho, sabe o Espírito que gênero de lutas terá que sustentar; sabe, portanto, a natureza das vicissitudes que irá encontrar, mas ignora quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes secundários se originam das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, os que influem no destino, estão previstos. Se escolhes um caminho acidentado, sabes que terás de tomar muitas precauções, porque grande é a probabilidade de caíres; ignoras, no entanto, em que trecho cairás, mas é possível que nem caias, se fores bastante prudente. Se, ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que

estava escrito, como se diz vulgarmente.”

Pergunta nº 260: Como pode o Espírito querer nascer entre gente de má vida?

Resposta: “É necessário que seja posto num meio em que possa sofrer a prova que pediu. Pois bem! É preciso que haja analogia. Para lutar contra o instinto do roubo, é

indispensável que se ache em contato com gente dessa espécie.”

Pergunta nº 260-a: Assim, se não houvesse gente de má vida na Terra, o Espírito não encontraria aí meio adequado a certas provas?

Resposta: “E se deveria lamentar isso? É o que ocorre nos mundos superiores, onde o mal não tem acesso. Eis por que neles só existem Espíritos bons. Fazei que em breve o mesmo aconteça na Terra.”


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