ENCONTRO DE JESUS E MARIA: a última refeição antes de Jesus ir à Jerusalém
- Bons Espiritas - Grupo de Estudos Manoel dos Ramos

- 9 de jul. de 2025
- 4 min de leitura
Espírito da Verdade, 14/06/2025.
Jesus aproximava-se da passagem quando ingressou nos muros de Jerusalém.
Em meio a uma calorosa recepção e a vários convites de reuniões, ciente de que a morte
era próxima, Jesus solicita a João que convidasse Maria para uma refeição e uma tarde
entre Ele e ela exclusivamente.
João, guarda consigo as ordens do Mestre e caminha ao lado do jumento, Pedro
e demais apóstolos abrindo espaço para Jesus passar.
Na manhã seguinte, em posse da ordem de Jesus e depois de organizar os
preparativos para a Última Ceia, João procurou Maria e lhe disse que Jesus a convidara
para um descanso familiar, com o que prontamente Maria aceitou e disse para que o filho
a visitasse na quarta-feira.
Chegado o dia, logo pela manhã, Jesus foi até a mãe e antes mesmo de entrar na
casa, ouviu de dentro: “Entre logo Jesus, eu sei que já chegou”. Sorrindo, abriu a porta,
limpou os pés em um trapo no chão e foi ao encontro da mãe: “Maria...” disse Jesus
enquanto a abraçava.
“Jesus, está tudo pronto, sente-se para comemoramos”, disse Maria indicando
a mesa e os utensílios postos nela.
“Maria, minha mãe, Eu já lhe disse que não gosto de banquetes. O pouco
alimento mais alimenta o faminto do que o banquete alimenta o saciado”, afirmou Jesus
enquanto se aprovava para sentar-se.
“Eu sei Jesus. Mas, por vezes, dar-se o direito ao muito é uma dádiva”, disse
ela sentada e olhando para o filho, cuja expressão facial demonstrava o quão brilhante e
feliz estava a mulher pelas poucas horas ao lado daquele que, no dia seguinte, seria traído.
“Mãe, dar a si o muito não significa satisfazer vossos desejos. Dar a si o muito
significa satisfazer os desejos de Deus”, explicou o Filho.
“Chega de sermões, menino. Coma. Conte-me, onde será a próxima pregação?
Onde passará a Páscoa?”, perguntou Maria ansiosa por respostas.
“Cearei com os Apóstolos antes da traição e da Minha maior missão”,
respondeu Jesus olhando fixando para a mãe e esperando que ela entendesse a mensagem.
Maria: - Quem o trairá, Jesus? Jesus, já lhe disse que não gosto de mistérios!”
.
“Não é dado a mim dizer o futuro, mãe. Mas saberás pelos Apóstolos quem
dentre os Escolhidos, preferiu satisfazer os desejos corpóreos”.
“Jesus!”, gritou Maria. “Do que está falando?”, insistiu.
“Minha missão era sabida por mim e pela Senhora antes de meu nascimento. É
chegada a hora de ouvir o contrato emanado dos Céus. De cumprir, sentir, experimentar
e partir. É chegada a minha hora, mulher”, disse Jesus com os olhos lagrimosos.
Confusa e chorosa, Maria: “E eu estarei contigo?”.
Jesus: “
- Quando não esteve?”.
Maria: “
- Jesus, perder um filho, perder o filho de Deus, ainda mais sem José
comigo, será muitíssimo dolorido. Deus precisará confortar-me imensamente. Uma mãe
que perde um filho perde a si mesma”.
“Será a Senhora Mãe quem dará suporte ao Meu corpo durante a passagem.
Será Meu Pai quem dar-me-á suporte ao Espírito. Não chore a perda de um filho. Saiba
que tudo é escrito e tudo será cumprido. Estou voltando para onde é o Meu lugar. O
Nosso lugar. Estou maravilhado com aquilo que me aguarda. Mulher, cumpriu a sua
missão. Deu-me à Luz e entregou-me à Luz. Esteja maravilhada por experimentar Deus
em teu coração, Maria. Escolheu-me como teu por um Anjo e Eu te deixarei um Espírito
imensamente importante para cuidar-lhe enquanto encarnada, o pequeno João, quem te
chamará de Mãe. A Mãe de todos. Todos os aflitos. Bem-aventurados aqueles que no
campo das batalhas expiatórias e provatórias colocarão Deus em seus escudos e joelhos,
e segurarão a mão de Maria. Eu sou um bem-aventurado por ter sido o Teu filho. O
prometido. O bem-cuidado. O bem-amado. O filho de Maria”, arrematou o Mestre.
Maria não disse uma palavra. Sua resposta foram as lágrimas.
O Espírito Dela havia compreendido a missão do Filho e a dela. “Eu lhe disse
para não fazer sermões, menino, coma!”, brinca Maria secando os olhos.
Alguns minutos passaram-se enquanto ambos ceavam.
“Jesus, o quanto você sofrerá?”, perguntou Maria com medo da resposta.
“A Misericórdia providenciará que Meu corpo não sinta as violências”,
respondeu Jesus e complementou: “Morrer é o simples ato de desatar. Desatar de si e
reencontrar-se consigo mesmo em uma outra jornada, a Eterna. Nunca se deverá
preocupar-se com a passagem, Mãe. A viagem é linda. Devemos nos preocupar com a
chegada porque o fim é apenas o começo”, finalizou limpando os lábios após a refeição.
“Amo-te para além do amar”, disse sorrindo Maria enquanto se levantava para
organizar a mesa (e ainda chorosa).
“Vou embora ciente de que entendeu tudo. Amar para além do amar é
simplesmente o que Eu preguei insistentemente desde o abrir dos Meus olhos: amar por
amar, sem esperar amor. Cuidar por cuidar, sem esperar ser cuidado. Doar-se por doar,
sem esperar recompensa”, finalizou o Filho de Deus.
Jesus: “- Lembre-se de mim como Seu filho.”.
Após algumas várias horas de conversa, Jesus despediu-se e partiu rumo ao
Apóstolos que o aguardam na casa de um dos convidados de honra, onde se organizariam
finalmente para o início da última ceia.




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