JESUS E MARIA: um diálogo pelo Espiritismo
- Bons Espiritas - Grupo de Estudos Manoel dos Ramos

- 20 de mar. de 2025
- 3 min de leitura

Tarcísio
Franca/SP, 2024.
Após tantos pedidos de intercessão, Maria, a mãe do Cristo, trajada com seu longo manto branco que refletia uma luz forte e dourada, e segurando um lírio, compareceu à suprema morada do Pai para uma visita e conversa com seu Filho.
Logo na chegada, a Senhora foi prontamente recepcionada pelos Arcanjos Gabriel e Miguel. Vendo-os, Maria disse em alto tom: “Miguel! Gabriel! Há quanto tempo não os vejo, meus queridos mensageiros! Que feliz estou em encontrá-los!”.
O cumprimento sempre carinhoso e fraterno tirou um largo sorriso dos Soldados dos Céus, que, perto dela, abraçaram-na e, em contrapartida, receberam Dela um beijo na face direita de seus rostos. A Senhora, então, questiona-os: “Vim ao encontro de meu Filho, onde está Ele?”
Miguel a responde: “Maria, só um momento, Jesus virá recebê-la” e, segundos após a fala, Mãe e Filho, à distância, acharam-se pelo olhar, o que rendeu, a cada um, o ato de sorrir.
Jesus foi ao encontro de Maria, agradeceu a recepção pelos Anjos e Mensageiros da Providência, segurou as mãos Dela e a beijou no rosto. Maria, por sua vez, entregou-lhe o lírio e disse: “Aqui, filho, a flor da renovação”.
Jesus agradece o presente e segurando as mãos da Mãe, caminha com Ela em direção ao leste, d’onde era possível observar, àquela altura, uma grande macieira, cujo tamanho não era grande, mas a copa, sim, era gigantesca.
Durante a caminhada, Maria diz ao Cristo: “Jesus, meu filho, obrigado por recepcionar-me, sei que é ocupado ...”; sendo logo por Ele interrompida: “Mamãe, a Senhora tem todo o meu tempo, não me incomoda, nem nunca me atrapalhará!”.
E Ele logo completa: “Sei que tem uma mensagem para mim, vamos, tenho um banquete preparado para a senhora”.
Já sob a árvore, antes de sentarem-se, Jesus tomou uma maçã da árvore e entregou o pseudofruto para Maria. Enquanto Jesus apoiava-se nas pontas dos pés para conseguir uma maçã, Maria o observava e lembrava do Cristo, enquanto Menino, correndo pelos estreitos caminhos da Galileia.
Jesus entrega a maçã para mãe e diz: “Pronto, aqui está o banquete prometido!”. Maria brinca: “Meu filho, a maçã não é um banquete!”.
Jesus surpreendido com a resposta afirma que se Ela quisesse um banquete, Ele poderia providenciar o necessário e rapidamente.
Maria rejeitou com a mão e disse sorrindo: “A maçã que me deste é o fruto da vida, meu Filho. A doce maçã supera os alimentos da matéria. É, a bem da verdade, o principal significado do alimento da alma”.
Concordando, Jesus complementa ressaltando que “sim, é da Árvore da Vida, e é justamente isso que Eu lhe entrego!”, sentando-se, em seguida, com a Mãe, embaixo da árvore para prosearem.
Entre tantos assuntos materno-filiais, Maria lembra que vários Espíritos a procuraram com o objetivo de levar ao conhecimento Dela as vivências dos encarnados em total contradição aos escritos divinos, usufruindo da vida, como se fosse única, sem consequências, regada a uma série de vícios, sendo essas experiências de todas as moradas e várias outras galáxias.
Afirmou que o desrespeito atarefa os Guardiões, faz surgir uma série de Espíritos rebeldes que abarrotam os portões do Celeste arraigados de vaidade, ignorância, arrogância e tantos sentimentos e comportamentos que opõem à Doutrina do Amor, da Caridade e do Evangelho.
Ressaltou que os Espíritos já não seguem mais o ideal da Moral-Cristã.
Jesus acompanhou atentamente todos os verbos de sua Mãe e, ao final delas, pontuou que já sabia de todas as reivindicações e dos fatos narrados. Maria, porém, interpelou: “Por que me fez falar, então, meu Filho?”.
“Em primeiro, Eu devo ouvi-la sempre, porque a Senhora é Minha Mãe. Em segundo, com Tua fé e amor de Mãe, compete a mais pura e direta intercessão. És a advogada dos Bons Espíritos. E Eu, o bom ouvinte das boas orações, compete o cumprimento da Lei. E, em terceiro, porque Eu queria ouvir a sua doce voz!” respondeu Jesus que sinalizou que providenciaria o quanto necessário para a reunião celestial.
Maria assentando as palavras do Filho, esperou-lhe terminar as palavras e o advertiu em tom carinhoso: “Filho ao teu Pai compete a decisão. Interceda!”, mas Jesus, rindo, explicou que enquanto conversavam, Deus já havia dado autorização.
“Filho, você é mesmo o Filho Querido do Pai”, recebeu Jesus de resposta de Maria que o abraçou, levantou-se com Ele e caminharam para a partida.
Enquanto caminhavam, Jesus perguntou: “Mãe, quando a Senhora sugere seja a reunião feita?”. A Senhora respondeu: “No primeiro dia de setembro, o Dia da Criação de todas as Criaturas”, com o quê acolheu Jesus.
Assim, meus Irmãos, a ressignificação iniciou-se. Maria, interceda por nós!




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