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O Aniversário de Jesus

Atualizado: 8 de out. de 2025



O Natal é tempo de celebrar o nascimento do Cristo. 

É tempo de pensar as mensagens do Cristo enquanto encarnado para todas as épocas e Espíritos, e de refletir sobre elas na vida privada, no casamento, na amizade, na sociedade, no meio ambiente.

É tempo de ressignificar nossas próprias condutas com vistas ao cumprimento de nossas missões e metas espirituais; pensarmos nas provas e expiações vencidas, nas que estamos a enfrentar e nas que hão de vir, agradecendo por todas as oportunidades de melhoramento e evolução espiritual; e de direcionarmos nossa bússola da vida para a busca incessante e comum aos bons espíritas: o melhoramento pessoal e coletivo por meio do amor, da caridade e das aplicações dos exemplos do Cristo.

Muito pouco é dito acerca de tantos Natais vividos e experimentados por Jesus, enquanto menino, jovem e adulto, em família, no seio social ou com os discípulos. O recorte esplendoroso da manjedoura é o primeiro em uma grande linha do tempo missionária, cristã e exemplar.

Essa provocação é fundamental aos bons cristãos, no exercício da inteligência espiritual e doutrinária-religiosa, porque, a cada Natal, Jesus ensinava a todos lições de que a celebração por ocasião do nascimento Dele deve ser humilde e simples.

Falar-se-á especificamente do vigésimo quinto aniversário de Jesus, que é amplamente divulgado entre os Espíritos nas Escolas da Espiritualidade como sinônimo e exemplo para combater a atualidade em que o Natal ganha roupagem comercial, utilitária e, cada vez mais, esquecem-se as pessoas do aniversariante e mais importante personagem da Humanidade.

Jesus, um homem jovem, comemorou a natividade com seus pais, José e Maria, na residência da família, na Galileia. Contudo, passaria apenas a noite com eles, já que a ceia estava agendada para as 20h15. 

Durante o dia, Jesus estudou e fez anotações, o que não era costumeiro porque todas as lições eram passadas pelo Mestre verbalmente ao público, visto que muitos não eram letrados e mais valiam as parábolas do que palavras adornadas. 

Tudo vinha de Deus e, por meio de Sua intervenção, era prontamente encaminhada aos Seus ouvintes, sem a necessidade de tornar as palavras em leis escritas, o que ficou a cargo dos Irmãos apostólicos.

 Essas anotações, porém, segundo os Espíritos, eram a construção de uma poesia direcionada a Maria e José, cujas linhas nunca foram de conhecimento de ninguém, a exceção de Gabriel e Miguel que participaram da homenagem poética.

De todo modo, Jesus tinha o hábito de permanecer sozinho durante o dia natalino para conversar com Deus. Quanto mais a idade avançava e mais próximo estava Jesus da vida pública, mais comum as reuniões mediúnicas com Deus.

Os Espíritos nos ensinam que era possível ver um grande feixe de luz aural sair do corpo de Jesus e partir rumo aos céus, como se Jesus conseguisse uma linha direta, rápida e especial com Deus e o Pai, para com o filho mais querido de todos os orbes, sempre estava aberto às preces, orações e reuniões com Jesus. 

Gabriel e Miguel, em suas aulas angelicais, afirmam que era possível ver Jesus sair do corpo e abduzir-se da matéria para, espiritualmente, estar na presença do Pai, e com Ele conversar. 

Em casa, Maria corria contra o tempo para receber o filho após as meditações espirituais e preparar a ceia. Ela passava o dia aprontando o cardápio, mesmo ciente que Jesus era discordante de fartura. Contudo, era no cozer que Maria debruçava o seu amor, presenteando-o com o sabor e a doçura dos alimentos. 

Primeiro, preparou uma grande torta de maçã, cujos frutos foram colhidos em macieiras existentes em algumas ruas pouco distantes da casa. Depois, fez, com o auxílio de algumas mulheres vizinhas, vários pães ázimos. 

Uma jarra grande de vinho foi comprada nas tendas dos comerciantes locais e, com o que sobrou das moedas, Maria comprou algumas poucas frutas.

Como Jesus havia colhido, dias antes, uma série de troncos de árvore de onde se extraí a mirra, Maria preparou a essência e deixou o resultado da extração próximo da mesa para espalhar o cheiro pelo ambiente. 

Além disso, Ela acedeu um incenso natural durante todo o dia para perfumar a casa.

Os vizinhos presentaram Jesus dando à Maria um quilo de carne de cabra para complementar a ceia.

Os Espíritos presentes ensinam que Maria guardou o incenso olíbano ganhado por Jesus, quando do nascimento, de Gaspar. Curiosamente, Gaspar deu-lhe trinta e três incensos de olíbano e Maria acendia um-a-um, para comemorar o nascimento do filho, e em homenagem a Ele.

José, de outro lado, passou o dia trabalhando em um presente. 

Aquele ano não havia sido financeiramente bom para a família. 

José precisou garimpar madeiras nas ruas e com amigos carpinteiros. Escolheu as melhores, dentro das possibilidades do momento. Desenhou o projeto na terra, serrou as madeiras, pregou e, ao final, conseguiu fazer o presente.

Os Espíritos nos ensinam que por várias vezes José chorou enquanto produzia a caixa, porque entendia que o presente não estava à altura do filho. Suas lágrimas eram tantas que, em várias vezes, o martelo acertou os dedos. Não era a dor física que lhe acometia. Era a dor de não dar à Jesus a Realeza que Ele merecia que lhe doía verdadeiramente.

O que demoraria alguns minutos a um carpinteiro experiente como José, demorou horas de produção devido às lágrimas. 

Após sucessivas tentativas, objetivando a perfeição, José fez uma pequena caixa, que comportava quatro ou cinco moedas, para que Jesus a usasse durante as peregrinações, as quais seriam iniciadas dali pouco anos e que José sabia não estaria fisicamente presente porque a vida humana estava na iminência de acabar.

Chegada a noite, Maria e José montaram a mesa em poucos minutos, tendo em vista a pequeneza do ambiente e da pouca quantidade de alimentos da ceia. 

Queriam surpreender Jesus e mantiveram-se em silêncio para recebê-lo.

Pontualmente, Jesus chegava em casa e, antes de entrar, percebeu a fumaça do incenso saindo pela janela da residência, o que indicava que os pais estavam aguardando-o para celebrar o seu nascimento. Para não estragar a felicidade dos pais, em especial de Maria, Ele fingiu que não havia percebido.

Aberta a porta, Maria pulou no filho, abraçou-o e deu mais beijos que o costume. 

José esperou Maria terminar e, em seguida, abraçou o filho. 

Jesus, sorrindo, disse: “Vocês lembraram?”

José respondeu: “Quem podia esquecer a Tua data, filho?”.

Aproveitando que ainda não haviam se sentado, José entregou a caixa para Jesus e disse, humildemente, que era só aquilo que podia ser feito com as poucas madeiras que encontrou nas redondezas. 

Antes de agradecê-lo pela caixa, Jesus pediu a José que não pedisse perdão à Deus por não ter posses e nem condições de proporcionar uma vida de penduricalhos porque o mundo Dele não era aquele. 

O mundo Dele era a Morada Altíssima, e lá o ouro não tem validade. Deus escolheu José pelo exemplo de paternidade e pelo amor à Maria, e às escrituras, não pelas moedas em seus bolsos, completou Jesus dizendo. 

Disse, ainda, que cada lágrima de José escorrida era secada por Ele, e cada lágrima do Seu pai doía em Jesus tanto quanto doem as feridas de um corpo doente. 

Em seguida, com o presente em mãos, Jesus disse não se importar com o tamanho da caixa e brincou com José: “Pai, o que guardarei na caixa se o que eu levo comigo são verbos?”

José concordou e ressaltou: “As pessoas darão a você, filho, muitos bens para agradecê-lo por todas as benções que espalhará pelo mundo. Os bens que não couber na caixa, não aceite, porque não são bem-vindos. Os bens que couber na caixa, doe aos necessitados”.

Jesus acrescentou: “Por isso és o meu pai. Guardarei comigo porque terá um amigo que usará essa caixa, no futuro, para guardar a chave dos portões celestiais e cuidará de mamãe após o nosso desencarne, pai”

Apesar de José desejar responder, Maria interrompeu e pediu para que se sentassem logo porque podia a comida esfriar. Até hoje é um mistério na Espiritualidade qual seria a resposta tão aguardada de José para os dizeres de Jesus.

Sentados à mesa, que só comportava três pessoas, todos rezaram. 

Agradeceram pela vida encarnada, pela oportunidade de estarem juntos, pela oportunidade de evolução espiritual, pela comida posta. Jesus ensinou que a verdadeira prece não é aquela roteirizada e, sim, a da Alma, que não tem início ou fim certo. Ele pediu perdão, agradeceu tantas providências e perdoou. 

Enquanto rezavam, a multidão de Espíritos à volta da casa segurava as mãos uns dos outros e participaram, em silêncio da prece conduzida por Jesus. 

Gabriel e Miguel, que se sentaram ao lado de Jesus naquela cerimônia e que participaram ativamente da vida jesuíta, narram que havia tantos espíritos rezando em comunhão que, do plano espiritual, era possível ver a casa e a família em destaque.

Finalizada a prece, Maria serviu Jesus colocando um pedaço de pão com a maior quantidade de carne, vinho em um grande copo e uma generosa fatia de torta. 

Aguardando em silêncio a partilha feita pela mãe, Jesus ensina: “Mãe, o aniversário é meu, mas os meus presentes são vocês. Sirvam-se em igualdade, por favor, e primeiro sirva meu pai”

E finaliza: “Diga às vizinhas que nos deram o quilo de carne que meu Pai, amanhã, abençoará a mesa de cada uma delas com eterna abundância e, a partir de amanhã, rendam orações aos Céus para agradecer-lhe todos os dias, porque em todos os dias não faltará um alimento”.

As falas dele deixaram Maria paralisada e boquiaberta, porque ela não havia dito sobre a doação. Enquanto Maria encarava Jesus espantada, Jesus redistribuiu a comida em seu prato com José e Maria, dando equidade à divisão. 

Após alguns debates familiares, Jesus agradeceu aos pais por tamanho amor, pois, ciente das dificuldades materiais em conseguir o alimento e o trabalho, ainda assim, providenciaram um banquete. 

Ele ainda agradeceu sua mãe pela torta, que era feita em todos os Natais, e disse que, desde a primeira torta, Maria nunca perdeu o tato. Maria, envergonhada, agradeceu e explicou: “Você sempre será o meu menino. Farei tantas tortas Deus me permita ter você comigo. Peço a Deus todos os dias que você seja eterno”. Jesus respondeu-lhe: “Eu sou eterno, mãe, mas não neste plano espiritual”

Maria, conformada, foi agraciada por uma brisa muito fria vindo de fora da casa. 

Ela só não sabia que eram os Espíritos quem, em serenata, cantavam para Jesus músicas felizes, de celebração e comemoração por mais um ano.  

O som do cântico foi transformado em um vento tão brevemente forte que levantou panos, apagou velas e as roupas dos presentes.

Jesus sabia o motivo da ventania, mas nada disse. 

Foi durante aquele momento que Jesus notou o carinho de José para com Maria, pois, diante da forte brisa, José quem agasalhou Maria. N’outros momentos da ceia, José e Maria trocavam carinhos de mãos, olhares apaixonados e sorrisos idênticos aos da primeira investida de José.

Jesus estava certo de que era ali que deveria e queria estar. 

Eram os pais Dele o espelho do amor. O amor que só existe na família. O amor que sustenta as paredes do lar. O amor que dignifica os filhos.

“Maria e José, obrigado por aceitarem a difícil missão de serem meus pais encarnados”, Jesus afirmou em meio a um e outro copo de vinho.

José respondeu enquanto se levantava: “Amar você não é difícil, Jesus. Difícil é amar quem não te ama”; e, pediu licença para retirar-se e dormir. Beijou Maria na testa e as mãos de Jesus.

Antes da saída de José, Jesus pondera que são justamente os que não nos amam que devemos amar, porque amar quem nos ama é fácil, observando que a expiar e provar, quase sempre, é manter o amor dos seus e amar a outrem.

José, bastante sonolento, concorda com a mão e sai em seguida para o quarto.

Maria aproveitando que José dormiria, e ela também iria, levantou-se e guardou parte dos alimentos que sobraram, como tradicionalmente fazia, para distribuir, no dia seguinte, aos irmãos necessitados que viviam na vila comercial próxima à residência. 

Jesus, já cansado, disse para a mãe durante a retirada dela: “Mãe, a vida é passageira. A senhora viverá muitos mais anos que eu. Enquanto viver, lembre a todos que não se deve cultuar a data e, sim, a mensagem. Cada Natal é momento de sentarmos frente-a-frente com Deus e conversar com Ele. O que errarmos, agradeçamos e corrijamos. O que acertamos, agradeçamos e sigamos nesse caminho. Ajudemos o próximo a evoluir, a provar com maior facilidade e a expiar com menos dor. Aquele que assim agir celebrará o meu aniversário não só no Natal, mas em todos os dias do ano.”

Maria o abraça, agradece a lição, parabeniza-o pelo aniversário e Jesus vai dormir. 

No quarto, Jesus ajoelhou-se e conversou com os Anjos Gabriel e Miguel, e com a multidão de Espíritos que, enfileirados, passaram as mensagens d’outras orbes, saudações e cumprimentaram Jesus por mais um ano encarnado. 

Foi assim o vigésimo quinto aniversário de Jesus. 


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