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O chamento de João Evangelista: Deixe-me seguir.

Atualizado: 8 de out. de 2025


Franca/SP, 04 de abril de 2025.

Após um período de meditação e preparação íntima, Jesus caminhava pelo mar da Galileia, seguindo enorme feixe de luz irradiado dos céus. Era noite, apenas a Lua e o feixe de luz estavam naquela paisagem estelar noturna. 

Jesus tinha grande apreço pelo mar. As pedras que circundavam as águas, a brisa, as músicas emitidas pelo caminhar das águas. Era o ambiente adequado para meditação e as conversas que Jesus tinha com Deus, regularmente. 

A luz apontava para dois jovens, próximos a um conjunto de barcas, que estavam retirando as redes de dentro das embarcações e as colocando em terra para conserto e organização para o próximo dia de trabalho.

Os jovens eram João, mais tarde chamado de Evangelista, e Tiago, mais tarde o “Maior”.

João era um adolescente, contava poucos anos de vida e sequer gozava de musculatura de um homem. Muitíssimo inteligente em nós marítimos, João responsabilizava-se por costurar redes de pesca, remendá-las, reciclá-las. 

Tiago, mais velho, por sua vez, era mais forte. Intercalava o conserto das redes com a atividade pesqueira.

Caminhando pela borda, sentindo as águas baterem os pés, Jesus seguia a luz até chegar próximo daqueles jovens que ali, juntos, estavam organizando as redes dos pescadores locais após um dia de trabalho. Já muito perto deles, Jesus começa a ajudá-los.

Cansados e sonolentos, os Irmãos, embora sem entender quem era o Homem, aceitaram a ajuda. Olhavam-se com estranheza e silenciosamente sobre o porquê o Homem estaria  ali. 

Interrompendo o silêncio, Tiago direciona ao Cristo as palavras: “Não temos dinheiro para dar a você, homem. Se está ajudando por contraprestação, não é aqui o seu lugar”

Jesus não o responde em um primeiro momento, mas, afirma: “João e Tiago, filhos de Zebedeu e Salomé, vocês não enxergam a luz que está sobre vocês?”.

Tiago e João, após a provocação, olham para os céus. A luz era muitíssimo forte e se parecia com o Sol. De tão forte, era impossível focar os olhos. Logo ambos levaram as mãos aos olhos para sombrear as vistas. 

João: - Meu Senhor, deve ser a Luz da Lua”.

Enquanto isso, Tiago continuava amarrando as redes em pequenos carreteis. 

Jesus sorriu, aproximou-se ainda mais de João e colocou-lhe a mão no ombro direito para direcionar palavras quando foi interrompido por Tiago, que, protegendo o irmão, agiu prontamente e segurou o braço de Jesus, tirando as mãos do Cristo do irmão.

Jesus, não sentiu rispidez na atitude e mostrando Sua calmaria colocou as mãos nos ombros dos dois e lhes disse: “Não tenham medo. Vocês são os Escolhidos de meu Pai. O medo já não lhes pertence mais, é chegada a hora de aceitar o presente com olhos para o futuro. Não busco contraprestação, Tiago. Eu busco a própria prestação. Filhos de Zebedeu, eu lhes convoco para que passem a consertar as vidas dos nossos Irmãos.”        

João e Tiago, outra vez, olharam-se. Estavam em estágio de perdição. 

“Quem é este Homem?”, perguntaram-se, em silêncio, em suas mentes.

Aos poucos, encarando Jesus nos olhos, foram colocando suas mãos nos braços do Cristo e levando os corpos para abraçá-lo como se, magneticamente, estivessem conectados a Ele. Abraçados, Jesus os responde: “Eu sou a razão a resposta para o que vocês buscam”.

Minutos em silêncio foram o suficiente para fazer os Irmãos chorarem. Estavam acolhidos no braço Daquele Homem que se mostraria, depois, o executor das Leis de Deus. 

Afastando-se de Jesus, secando os olhos, João desabafa: “Eu não consigo explicar a Paz que me toca e toma o Espírito. Eu nunca senti nada assim em minha vida. Eu aceito o Teu chamado porque Tuas palavras não tocaram meus ouvidos, tocaram o meu coração”

Tiago, após o irmão, também aceita o chamado: “Eu também escolho, Senhor, mas João é uma criança. Ele não tem forças para o trabalho braçal. E precisaremos conversar com meu pai”

Jesus concorda com Tiago: “-  Sempre cuidadoso e zeloso, não é Tiago? Eis a tua missão para com o teu irmão. A partir da agora, contudo, esta será a sua missão para com os todos os outros filhos de Meu Pai. E fique em paz, Tiago, o trabalho que executarão não é dos braços, é do amor”.

“E qual a minha missão, Jesus?”, perguntou João. 

“Cessa teu espírito de curiosidade. O chamado é para ser vivenciado. Mas, esteja certo de que o teu apego às convicções e a teoria das escrituras te farão evangelizar. E, no futuro, quando a Minha Missão eu completar, cuidará da Mãe de todos”, finalizou aquele assunto Jesus. 

Todos juntos, caminharam até as cabanas mais próximas da aldeia onde estava Zebedeu.

Durante todo o trajeto de pouco mais de um quilometro, João e Tiago fizeram tantas perguntas ao Cristo que Ele não respondeu nenhuma sequer, bastando dizer-lhes: “O tempo é o senhor das respostas, Irmãos, acalmem seus espíritos”.

Zebedeu, vendo os filhos se aproximarem com um homem, então desconhecido daquela comunidade, interrompeu a conversa que estava a ter com outros pescadores e dispensou a atenção a todos. 

Próximo deles, Jesus estende a mão e Zebedeu retribui o cumprimento. 

Zebedeu: “Quem é o Senhor com os meus filhos?”

Jesus: “- Zebedeu, não te importa sobre quem Sou ou deixarei de Ser. Importa-te com o futuro. Trago-lhe a notícia de que o Meu Pai me ordenou a convocação dos teus filhos para o exercício do apostolado. Eles foram escolhidos como Meus Discípulos e já aceitaram as próprias missões, em seus livres-arbítrios. Viemos avisar-lhe que eles iniciarão uma nova jornada, a jornada dos Tempos de Ressignificação”.

Zebedeu: “Que jornada é esta a que o Senhor se refere?”

Jesus, colocando a mão no ombro direito de Zebedeu, disse-lhe finalmente: “A jornada daqueles que aceitam a moral cristã como referencial, a caridade e o amor como leis morais de evolução espiritual-social. Confia, Zebedeu, teus filhos, agora, são os próprios filhos do Pai”.

Antes de uma novo retruque por parte de Zebedeu, João toma a frente de Jesus e direciona ao pai os seguintes dizeres: “Pai, este homem é Jesus. Ele é o resultado das tuas preces. Eu senti o chamado. O simples toque dele me fez sentir completo. O propósito a que eu busquei em todas as vidas, eu encontrei. É chegado o meu momento de presenciar, estudar e divulgar. Esta é a missão, pai. Deixe-me seguir!”.

Tiago apenas reafirma: “Pai, eu estarei com João. Jesus estará conosco. Deus estará com todos nós. Deixe-nos ir”

“Ele sempre esteve, Tiago”, corrige Jesus.

Zebedeu, mesmo sem compreender com profundidade a que se referia as falas de Jesus, aceita o destino dos filhos. Muito da postura combativa de Zebedeu transformou-se, pouco a pouco, durante a longa conversa com Jesus, em um acolhimento fraterno de aceitação. 

Após essa conversa, Zebedeu transformou-se em um grande homem de fé. 

João e Tiago seguiram com Jesus rumo aos próximos chamamentos. 


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