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Ouvir e praticar, ouvir e praticar.


Espírito da Verdade, 2025.

Em meio a uma pregação pública, Jesus explicava para uma multidão de

pessoas o quanto é necessário participar ativamente dos ensinamentos repassados.

“Ouvir e praticar. Ouvir e praticar”, insistia Jesus em várias oportunidades.

Essa pregação era acompanhada por uma grande quantidade de judeus,

pescadores e até mesmo líderes religiosos locais.

Jesus explicava o quanto a paciência é um sentimento necessário para que o

Espírito supere os obstáculos diários das vivências e experiências que importam para

expiar e provar.

Como eram muitos os ouvintes, aqueles localizados ao fundo não ouviam o que

Ele ensinava. André, o Apóstolo Orador, ajudava Cristo na pregação e repetia as

palavras Dele para as pessoas de trás. Ele ouvia e, com a mesma entonação, mesmas

palavras e pausas, transmitia o conteúdo aos demais.

Nesse ínterim, André cansou e um dos ouvintes lhe disse: “O que Aquele

Homem está dizendo? Não escuto nada! Grite, Homem! Como o Messias não pode

falar a todos? Não pode gritar?”.

Revoltado, André pegou uma pedra que estava próxima ao seu pé e, ao

levantar-se, a mirou no homem. Atingiu-lhe em cheio! O homem gritou e, antes mesmo

de urrar, André escuta a repreensão ao fundo: “André!”. Era de Jesus o chamado.

Caminhando em meio àquela multidão, Jesus foi até André e este, que já

apresentava secura na boca, ao sentir o toque do Mestre em seu ombro, derreteu.

“Jesus, perdão! O homem me provocou!”, disse o Apóstolo.

“- André, você escuta o que fala ou apenas repete o que eu digo? O exemplo

começa com você, meu querido Irmão. Peça desculpas ao homem e recolha a pedra”,

ponderou o Cristo.

O homem, com medo de André, distante, aceitou o pedido antes mesmo de

André pedir-lhe. Aproveitando-se disto, o Apóstolo disse: “- Pronto, ele já aceitou,

Mestre”.

“- André, não ouvi uma palavra de sua boca pedindo desculpas, muito menos

perdão. Como pode ele ter aceitado? O medo dele não apagou o que você fez. O perdão

de um vulnerável não é sincero. Vá e faça o que estou ordenando-lhe”, disse Jesus.

André, contestando intimamente Cristo, foi até o homem e estendeu a mão,

olhando para Jesus. Jesus insiste: “André....”. O apóstolo, então: “Perdão, homem”,

com o que o ouvinte, prontamente aceitou. “- E não faça mais isto, entendeu?”,

finalizou André, fazendo o homem chorar e exigindo outra intervenção do Mestre:

André, que perdão é este que é requerido e, ao mesmo tempo, objeto de julgamento?

Pare de ofender o homem”.

André, mais uma vez, pediu desculpas e Jesus, em meio a todos, finaliza:

“Vejam o que aconteceu. A ausência de paciência exigiu do impaciente o pedido de

perdão, a aceitação do erro e a aceitação de outrem. É isto que vocês não devem

buscar. Agradeçam a Deus a oportunidade e provar e expiar, não façam de suas

oportunidades encarnatórias mecanismos de ofensas a outrem. A impaciência, tanto

quanto outros sentimentos negativos ou involuções intimadas de seres neste planeta,

exigirão de vocês correções – o pedido de perdão sincero. Se o perdão, por si só, não

fosse difícil em seres que estão a evoluir, quem o dirá a sinceridade. Perdoar

sinceramente significa insculpir, em si, como uma marca na própria rocha, que

entendeu o erro, entendeu a dívida e pediu desculpas ao devedor. Quem não perdoa

com o coração, não perdoa. A água que não muda a sua direção, não desagua n’outros

locais”.

E Jesus caminhou para a frente da plateia, donde prosseguiu com a parábola.



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